Das avós e dos coçadores de pés

Das avós e dos coçadores de pés

Tempo de leitura: 2 minutos

Zezinho (*), foi logo nos apresentando:

— Esta é a minha avó!.

— Olá, prazer em conhecê-la, minha avó! Opa! Espera aí, a senhora é a minha avó?

— Não palhaço, é a minha avó!

— Então, o que eu disse: minha avó! Olha, é a avozinha que eu queria, igualzinha eu imaginei. Que bom lhe encontrar!

— Palhaço, você não pode ter avó porque você já é grande!

— Mas quero uma avó! Onde você a comprou? Na feira?

— Ai, ai, ai! Vó a gente pede pra Deus!

— E como eu faço?

— Você tem de morrer, e aí fala com Ele e pede uma avó pra você!

— Mas se eu morrer? Como eu poderei conhecer a minha avó?

— Simples, pede para ela se matar que ela vai pro céu e vocês dois encontram-se.

E foi mais ou menos assim que começou a nossa história na visita de hoje. Zezinho recebeu-nos de braços e sorriso abertos. Com pensamentos filosóficos e complexos para um menino de cinco anos. Foi um dia com poucas crianças, típico de sábado. Mas, de encontros produtivos e surpreendentes.

Mas adiante, sabemos que tem pessoas que escolhem profissões engraçadas. Encontramos uma que era esperadora profissional, estava ali só esperando as boas notícias, e sabemos que elas chegaram. E há também as que são coçadoras profissionais, que coçam os pés e as mãos que é uma beleza. Uma destas foi a Mariazinha (*) que tirou risos dos doutores ao coçar as suas mãos, eita coçeirinha boa!

Entra quarto, sai quarto Lorenzo entendeu porque Sakê é tão famoso. Além de ser uma espécie rara de palhaço oriental, ele nas horas vagas é o dublê do Psy. Levantou os pelinhos dos braços e gritinhos dos fãs mais caloros na suas performances hospitalares.

E desta forma, a nossa visita de hoje entrou por uma porta e sai pela mesma, pois é o único lugar que a gente sabe entrar e sair.

Por Lorenzo e Sakê.

(*) Nome fictício do nosso pequeno paciente. Pois, por motivos de privacidade, não mencionaremos o nome das crianças, então optamos por chamá-las simplesmente de Zézinho, ao menos que esta se chame José. Neste caso, o chamaremos Joãozinho e ainda, se caso for do nome dela ser João, talvez a chamemos Huguinho. E as meninas, Mariazinha! Fica assim estabelecido para que a suas identidades sejam preservadas e que no futuro não ganhemos processos. Apesar que desde já, deixaremos claro que este blogue só trará os bons jogos. Aquelas intervenções que sejam dignas de menção.

Compartilhar é se importar!

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